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Você se importa?

Se você é otimista e prefere olhar o copo de água sempre meio cheio, assista ao filme “Quem se importa”. Se você costuma enxergar o copo meio vazio, assista várias vezes – Juliana Ricci

Com estreia no cinema marcada para 13 de abril em São Paulo e 20 de abril no Rio de Janeiro, o filme dirigido por Mara Mourão (de “Doutores da Alegria” e “Avassaladoras”) mostra o trabalho de pessoas que descobriram sua verdadeira vocação: olhar para um ambiente ou cenário e descobrir ali uma oportunidade de ajudar a melhorá-lo.

No trabalho de gente como Mary Gordon, educadora que ensina empatia e diminui os índices de agressão em escolas canadenses (lembrei da Erin Gruwell), e Bart Weedjens, monge budista belga que treina ratos para detectarem turbeculose em amostras de saliva humana de maneira ainda mais rápida e eficiente que os laboratórios convencionais, é possível perceber ao menos uma coisa em comum: a vontade de provocar mudanças positivas e atingir o maior número de pessoas possível com elas.

O ator Rodrigo Santoro é o dono da voz que narra o filme, também composto por depoimentos dos ativistas sociais e por uma série de recursos gráficos que tornam a narrativa divertida, didática e leve.

No filme, a diretora Mara Mourão faz entrevistas em diversos países, e os depoimentos mostram que o processo de despertar para o empreendedorismo social nem sempre é fácil. “Meus colegas insistiam que eu estava disperdiçando meu talento com um trabalho sem futuro, e perguntavam por que eu não procurava um emprego”, conta Karen Tse, responsável pela criação da International Bridges for Justice, entidade que busca oferecer estruturação de aparato jurídico em diversos países na tentativa de que não haja nenhum preso sem acesso à defensoria pública no mundo. “Eu acho que um empreendedor social é alguém que enxerga esperança onde outras pessoas não vêm esperança alguma. Enxerga possibilidades onde não há possibilidades. Eles são visionários em muitos sentidos: eles têm imaginação, têm esperança, mas são infinitamente práticos. Práticos e detalhistas, de uma maneira muito estranha”, diz ela.

Soluções simples e de alto impacto são a especialidade desses profissionais, capazes também de buscar articulações entre setores da sociedade e do governo, para que suas ideias ganhem visibilidade e importância suficiente para se transformarem em políticas públicas. Com isso, o resultado das melhorias pode se multiplicar, melhorando efetivamente a qualidade de vida no mundo todo.

Assistir a “Quem se importa” é contaminar-se de vontade e esperança, é isolar-se por alguns minutos das obrigações do dia-a-dia e tentar imaginar como seria nossa vida se pudéssemos ir além da nossa própria rotina, da nossa própria correria individual.

Saí da sala de projeção tocada, diferente, sensibilizada. Apesar de ser simpatizante do “setor cidadão” há bastante tempo, não imaginava a importância de algumas das histórias que vi. Imediatamente mandei um e-mail para uma amiga, dizendo “acabei de ver o filme, e definitivamente não posso mais ficar parada. Você me ajuda nisso?”

Se ao menos uma pequena parte das pessoas que assistirem tiverem o mesmo tipo de pensamento ou reação que eu tive, terá valido a pena. Imagino que um dos objetivos de Mara Mourão seja o de transformar o filme na fagulha que vai incendiar a mente de muitos empreendedores sociais ainda não despertos. Tanto que, no próprio site, a autora convoca escolas e alunos a debater o assunto.

“Quem se importa” é o filme do copo meio cheio. Inspire-se!

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Por Juliana Ricci,  jornalista com vontade de ser também assistente social ou psicóloga. Já escreveu sobre sustentabilidade, desfilou em escola de samba, fez trabalho voluntário e planejou estratégias de comunicação. Hoje, seu objetivo é, seja qual for a profissão ou o canal, fazer constantemente algo que impacte positivamente a vida de alguém, ou alguéns.


Nota da @AlineKelly:
É incrível a força das redes sociais em aproximar pessoas com sonhos parecidos. Recentemente fiz um post em que falava  que “insisto em ver o copo sempre meio cheio”, ao ler o início do texto da Juliana de cara me identifiquei. Recebi o convite para a cabine de imprensa  e lembrei que a Juliana havia comentado em um grupo que participamos no Facebook, o quanto ela achava bacana a proposta do filme, como eu não poderia ir a convidei para representar o blog. Hoje tenho a certeza de que não poderia ter feito melhor escolha. Obrigada Ju 😉

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18 comentários sobre “Você se importa?

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  2. Aline Kelly

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