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Prêmio Odebrecht para o Desenvolvimento Sustentável

Estou no Rio de Janeiro para participar nesta quarta feira da entrega do Prêmio Odebrecht 2012. O objetivo do prêmio foi desafiar jovens universitários a apresentar idéias de como a engenharia pode contribuir para o desenvolvimento sustentável.

Os cinco projetos vencedores, de universidades de Pernambuco, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e São Paulo, foram analisados por uma comissão julgadora sob a ótica da viabilidade econômica, responsabilidade ambiental e inclusão social. Cada trabalho receberá R$ 60 mil reais, sendo que o autor, ou grupo de autores, orientador e universidade ganham R$ 20 mil reais cada.

O projeto vencedor de autoria de Humberto da Silva Santos, da Universidade de Pernambuco, aborda o aproveitamento dos resíduos de biomassa da construção civil para a geração de combustíveis sólidos e gasosos. Para a conclusão do trabalho, foi realizada a caracterização físico-química e energética da madeira para avaliar o potencial de aproveitamento dos RCC (resíduos da construção civil), que na Região Metropolitana do Recife atinge entre 3 mil a 4 mil toneladas por dia, como fonte de energia renovável. Os resultados mostraram que os resíduos de madeira originaram combustíveis sólidos de alta qualidade. Experimentos para a conversão de um combustível sólido em gasoso conseguem produzir um gás combustível que pode ser usado para geração de energia elétrica.

Já o segundo lugar, conquistado por Marcelo Langner, Odoni Antonio Ruschel Junior e Patricia Soares Teixeira, da União Dinâmica de Faculdades Cataratas, do Paraná, propõe uma solução para controlar a radiação solar que atravessa as aberturas dos edifícios, incentivando o uso e a entrada de luz natural para o interior do ambiente, reduzindo significamente o consumo de energia elétrica. O trabalho da Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul, realizado por Larissa Barbosa de Souza, Juliane Palmas de Souza e Hingrid Freire Guimarães, apresenta uma forma de minimizar o impacto ambiental e dar um destino final à cinza residual do bagaço de cana de açúcar, utilizado para a cogeração de energia por meio de sua queima
em caldeiras.
Um sistema de esgotamento sanitário mais compacto e descentralizado para comunidades isoladas e rurais foi tema do projeto da Universidade Federal de Viçosa, de Minas Gerais, de autoria de Bernardo Nascimbeni de Brito, Alice César Fassoni e Diogo Faria Machado, que ocupou o quarto lugar. Na quinta posição, conquistada por Gabriel Estevam Domingos do Centro Universitário Monte Serrat, em Santos (SP), será premiado um estudo sobre a reutilização de lodo de Estações de Tratamento de Água para produção de tintas ecológicas.

5 comentários sobre “Prêmio Odebrecht para o Desenvolvimento Sustentável

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