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O que a teoria fala da Responsabilidade Social

John Elkington no livro Canibais de Garfo e Faca, cita que “o desafio atual é desenvolver uma economia global sustentável, que possa ser sustentada pelo planeta indefinidamente.” Neste contexto, é crescente o interesse pela sustentabilidade empresarial, mas as opiniões são controversas sobre o assunto.

Na abordagem clássica de responsabilidade social, apoiada por economistas como Milton Friedman (vencedor do Prêmio Nobel de Economia em 1976),  “a única responsabilidade social da empresa é gerar emprego para a sociedade e lucro para os acionistas.”

Na 3º Conferencia Internacional sobre RSE ocorrida no Chile em 2005, o professor de Harvard James Austin citando Friedman, defendeu que  “O négócio dos negócios é criar valor social além de econômico. Porque o valor econômico nem sempre cria valor social, mas o valor social sempre cria valor econômico, numa espiral virtuosa.”

Economistas como Paul Samuelson (Nobel de Economia em 1970) apoia um  ponto de vista socioeconômico da responsabilidade social, em que é necessário contribuirmos para o desenvolvimento do meio em que estamo inserido, pois é deste que retiramos insumos como matéria prima e mão de obra.

Contudo, o conceito mais aceito atualmente, é o cunhado por Elkington em 2002, conhecido como os três pilares da sustentabilidade, ou pelo termo em inglês triple bottom line (TBL), que defende o equilibrio entre o desenvolvimento econômico, social e ambiental.

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4 comentários sobre “O que a teoria fala da Responsabilidade Social

  1. Pingback: Educando para a sustentabilidade « Sustentável 2.0

  2. BlackSheep

    A aparente diferença na posição normativa desses economistas desconfio
    que seja apenas uma mera questão de ênfase. Nem o Friedman, nem
    o Samuelson, pelo que conheço dos dois, apoiaria o uso de fraude ou
    poluição desregrada para maximizar os lucros, assim como nenhum deles
    apoiaria o CEO da empresa decidir contribuir para uma instituição de
    caridade com dinheiro dos dividendos ou salários.

    Poderá haver pequenas diferenças subtis no papel proactivo da firma
    ou da Lei, mas este teu sumário parece-me muito simplista. Mas sem
    referências é um pouco difícil prestar uma objecção maior.

  3. @AlineKelly

    Olá BlackSheep, o intuito deste post é de somente introduzir a opinião destes dois conceituados economistas.
    Mas agradeço a sugestão, apesar de não ser o objetivo do blog trazer artigos com caracter cientifico, vale a pena falar mais sobre o assunto, de forma estruturada. Abraços

  4. Pingback: Reciclagem e inclusão social, ONG Doe seu Lixo e Instituto Coca-Cola juntos por um #OtimismoQueTransforma | Sustentável 2.0

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