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O desafio do abastecimento – Dia Mundial da Água

Segundo especialistas, um ser humano saudável pode viver até 45 dias sem comida, mas não vive mais do que 7 dias sem água ……

Cerca de 60% do nosso corpo é feito de água e precisa se manter hidratado, a reposição de pelo menos um litro de água diariamente é primordial para que as células realizem suas funções (preciso beber mais água).
Hoje, que se comemora o Dia Mundial da Água, fico pensando no (mal) uso que fazemos dela. Você já viu o filme “O livro de Eli“? A história passa-se em um futuro em que o planeta foi destruído após uma grande guerra (não fica claro, mas aparentemente foi nuclear) e simplesmente não há reservas de água, as pessoas matam por uma pequena quantidade deste liquido precioso.

O cenário acima lhe parece muito utópico? Entã vale a pena conferir a reportagem publicada na Carta Maior “Guerra da Água é silenciosa, mas já está em curso“.

A guerra da água é silenciosa, mas é uma realidade: conflito em Barcelona causado pelo aumento das tarifas, quase guerra na Patagônia chilena por causa da construção de enormes represas e da privatização de sistemas fluviais inteiros, antagonismos em Barcelona e em muitos países africanos pelas tarifas abusivas aplicadas pelas multinacionais. (Eduardo Febbro – De ParisCarta Maior)

O Brasil concentra 12% da disponibilidade de água potável do planeta, e mesmo sendo muita água, ela já é escassa em algumas regiões. E não é só o agreste nordestino que sofre com este problema, a Grande São Paulo já está em sinal de alerta. Enquanto por lá o problema é a baixa oferta, pois não chove o ano todo, por aqui o desafio é a alta densidade demográfica, que nos obriga a buscar água cada vez mais longe.

A Região Metropolitana de São Paulo possui baixa disponibilidade hídrica por habitante, comparável às áreas mais secas do Nordeste brasileiro. Isto ocorre por estar localizada numa região de cabeceira e por ser o maior aglomerado urbano do país, apesar de contar com índices pluviométricos na faixa de 1.300 mm por ano. Para se sustentar, depende da importação de água de bacias vizinhas, como é o caso do Sistema Cantareira, uma reversão das cabeceiras do Rio Piracicaba, ao norte da Bacia do Alto Tietê.

A grande São Paulo é abastecida principalmente por três sistemas: Guarapiranga, Cantareira e Alto Tietê, mas os três não sã suficientes para a demanda, e recebem o reforço do sistema Piracicaba, que fica “só” a 170 km daqui e a demanda só aumenta. O sistema Piracicaba precisa atender também o abastecimento da sua região (o que é justo), com isso ele já limita a quantidade de água fornecida para a grande São Paulo.

E com outros sistemas isso não é diferente. O bairro em que eu moro é atendido pelo sistema Alto Tietê, e por aqui o rodízio de água não é em regime de excessão (para obras por exemplo), é regra. São 24 horas hrs com água da rua e outras 24 hrs sem, o que obriga os moradores a fazerem um uso racional, mesmo assim não é difícil presenciar desperdícioa no dia do fornecimento.
E é no consumo responsável e consciente que entra a nossa parte para que o cenário do filme acima continue sendo somente uma ficção. Precisamos nos apoderar desta responsabilidade. Enfrentar este desafio cabe a cada um de nós: evendo nossos hábitos, evitando desperdícios e adotando maneiras de reduzir o nosso consumo. Quer uma dica de por onde começar? Confere o post sobre “Pegada hídrica” do @avidaquer.

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