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Tempo de novas instituições e novas formas de fazer politica

Como contei, o blog foi um dos parceiros de comunicação do 8º Congresso GIFE, que abordou o investimento social transformador. Focamos na cobertura ao vivo pelas redes sociais (veja aqui as principais postagens compiladas), mas há alguns temas debatidos por lá, que ainda quero trazer aqui para o blog.

Um deles é o painel “Novas Institucionalidades“, que contou com a presença de Carol Tokuyo do Fora do Eixo, Cássio Martinho da Rede Sustentabilidade, João Dionisio do Partido Novo, Lucia Nader do Conectas e Marco Aurélio Nogueira, professor da Unesp e autor do livro As ruas e a democracia que aborda as jornadas de junho.

O debate venho ao encontro de algo que tem me tirado o sossego desde o #VemPraRua. Na época, assistimos um levante que levou milhares de pessoas as ruas. Uma multidão de indignados, e dentre estes vários que nunca antes tinham pensado que de alguma forma eles poderiam participar da construção do país que queremos. E assim acendeu-se uma chama…. O gigante acordou, seria a nossa primavera? Seriam estes os novos caras pintadas? E foi assim que começou o equivoco.

Sim, equivoco. Pois aqueles que diziam que “já estavam acordados”, não entenderam que a vibe aqui era outra. Não se tratava de uma disputa de classes, não era a  militância que já conhecemos, esses jovens saíram as ruas para uma disputa simbólica, de ocupação das ruas, de pertencimento, a cidade é NOSSA!

E como não houve entendimento de que se trata de uma nova forma de dialogar e reivindicar direitos, há ainda quem ignore o fato de que não há volta, os modelos já institucionalizados precisam ser revistos, AGORA.

O #VemPraRua só evidenciou o que já estava na nossa cara quando nas eleições de 2010 25% dos eleitores não participaram do processo eleitoral,  estamos passando por uma crise de representação.

Quem foi as ruas percebeu, há um descontentamento geral. As ruas não ficaram perdendo tempo com mimimi PTvsPSDB. O que aqueles jovens clamavam é por direitos, por um processo politico mais transparente, participativo, voltado para as demandas da população, e não para um projeto politico.

Mas e ai? Dá para integrar? Claro! Mas para isso é preciso muito diálogo. Veja o que a Carol Tokuyo, uma das fundadoras do Fora do Eixo, falou exclusivamente para o blog sobre o tema:

Eu acredito nesta nova forma de fazer politica. E  você?

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Achei aqui um infográfico bem legal com os destaques do #VemPraRua.

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