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#semtrabalhoinfantil Existe alternativas de desenvolvimento profissional e geração de renda para os adolescentes?

No post anterior, falei do meu envolvimento com a campanha É da nossa conta! Trabalho Infantil e AdolescenteSegundo infográfico produzido pelo Repórter Brasil, parceiro da campanha, comparação entre os censos de 2000 e 2010 mostra aumento do trabalho de crianças e adolescentes entre 10 e 17 anos na maior parte do Norte e do Centro-Oeste, além de estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná.

O trabalho infantil representa um risco ao desenvolvimento integral da criança e do adolescente, por isso a nossa legislação proíbe o trabalho para jovens abaixo de 16 anos, salvo na condição de aprendiz, e mesmo dos 16  aos 17, ao adolescente não é permitido realizar trabalho insalubre.

A  Jéssica Farias, uma jovem de 17 anos, moradora do Bairro dos Pimentas em Guarulhos, estudante do ensino médio,  e que foi da minha turma do ProJovem adolescente,  escreveu um depoimento contando um pouco da visão dela sobre o tema, e sua experiência como estagiária e queria compartilhar com vocês:

Sabemos que hoje em dia, muitas crianças e adolescentes não aproveitam essa fase da sua vida, muitas vezes por que passam necessidades em casa! Muitas vezes são por causa dessas necessidades que muitos jovens e crianças estão envolvidos no mundo da criminalidade, sejam as drogas, assaltos, sequestros.

E aí vem a pergunta: Onde está nosso governo?… Aquelas promessas todas de que vai haver melhorias para essas pessoas?… E os direitos que essas crianças tem de estudar, ter uma vida digna com moradia, alimentação, lazer, acesso a saúde, será que realmente elas servem pra alguma coisa ?… É são muitas perguntas sem respostas!

Sendo assim, já que esses jovens e crianças precisam de renda, o melhor seria que eles fizessem um estágio, onde eles recebem uma bolsa- auxílio em dinheiro, as vezes fazem um curso pela própria empresa, tem alimentação e vale-transporte.

Vou contar um pouco sobre meu estágio. Eu participo do programa Acessa Escola (a foto do post é de uma das nossas formações), é um estágio onde temos que monitorar a sala de informática da escola! A intenção do acessa escola é promover a inclusão digital. Na sala do acessa, recebemos os alunos e funcionários da escola, onde os orientamos e ensinamos como usar os recursos no computador.

Esse estágio, nós conseguimos através da realização de uma prova, mas primeiramente temos que nos inscrever através do site, efetuando a inscrição temos que pagar a taxa de inscrição, e esperar até fazer a prova. Para realização do cadastro é necessário que possua o CPF e estar cursando o 1º ou o 2º ano do Ensino Médio Regular.

A classificação se deve ao resultado desta prova, onde constam 30 questões com alternativas, sendo elas: língua Portuguesa, Matemática, Informática e Atualidades, assim quem estiver com mais acertos garante sua vaga na própria escola que estuda, caso contrário terá que ir para a atribuição na diretoria de ensino e tentar vaga em outra escola.

Esse estágio tem a duração de quatro horas diárias, com o valor da bolsa-auxílio de R$ 340,00 reais e mais o auxílio transporte R$ 65,00 reais. O estágio tem duração de até 12 meses, ou até concluírem o ensino médio.

 

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5 comentários sobre “#semtrabalhoinfantil Existe alternativas de desenvolvimento profissional e geração de renda para os adolescentes?

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