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Contribua com financiamento colaborativo que irá abordar o racismo na infância


Campanha_ANA

Segundo pesquisa realizada pela socióloga Ana Carolina Farias (USP-SP), o racismo começa na infância. Esta é uma das conclusões de uma pesquisadora que levantou vários aspectos sobre o preconceito racial.

curta metragem ANA

A socióloga Ana Carolina Farias desenvolveu, para o seu mestrado, uma dissertação sobre como o preconceito é vivenciado por crianças negras de quatro e cinco anos de uma escola pública de educação infantil no bairro do Jaguaré, em São Paulo. Para isso, a pesquisadora analisou os desenhos dessas crianças.

Os adultos muitas vezes não percebem, mas as ilustrações mostraram como elas não se sentem representadas e não têm orgulho de sua identidade negra. E essa é exatamente a temática do curta-metragem ANA, que está recebendo contribuições por financiamento colaborativo até 07 de agosto.

 

No filme, Ana acredita que a beleza está no cabelo liso, no nariz fino e nos olhos azuis, facilmente identificado nas colegas da escola. Esse pensamento, aparentemente inofensivo de Ana, revela o que vive milhares de meninas negras que não valorizam ou reconhecem a própria identidade, com uma autoestima e uma autoimagem baseada na ficção.

O roteiro e direção do filme foram todos escritos por meninas de 14 a 18 anos que integram o projeto de capacitação audiovisual para jovens em risco social, localizado em Santos/SP. Para conseguirem realizar o filme, elas iniciaram uma campanha de financiamento coletivo pelo Kickante, com recompensas a todas e todos que colaborarem.

curta metragem ANA - apoie

É possível contribuir com valores a partir e 10 reais. Saiba como no site do financiamento colaborativo.

 

Saiba mais:

A pesquisa “O impacto do racismo na infância”, do Unicef, traz outros dados que nos mobilizam a trabalhar para reverter essa situação:

• No Brasil, crianças negras têm 70% de chances a mais de serem pobres do que a criança branca.
• 30% correm o risco de não frequentarem a escola.
• Crianças negras são as maiores vítimas de exploração sexual.

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