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Vamos falar de trabalho infantil? Afinal, é da nossa conta!

Quem me acompanha nas redes sociais já notou o meu envolvimento com a campanha É da nossa conta! Trabalho Infantil e Adolescente promovida pela Fundação Telefonica/Vivo em parceria com a ONU e a OIT. Claro que quando falamos de trabalho infantil em carvoaria ou na agricultura, todo mundo também é contra, mas convivemos com o trabalho infantil pertinho de nós, e muitas vezes sem nem perceber.

Mas afinal, o que é trabalho Infantil?

Trabalho é quando a criança ou adolescente é submetido a uma atividade regular (por exemplo, todas as tardes), com ou sem remuneração, na qual ela tem compromisso (se ela não fizer outra pessoa não vai assumir) e que limita seu tempo para brincar, estudar e descansar, afetando seu desenvolvimento físico, psicológico e emocional.

Ou seja, sabe aquele garoto que ajuda a família na vendinha, e aquela menina que cuida dos irmãos mais novos, estão fazendo trabalho infantil assim como naquelas casos que de tempos em tempos aparece na mídia de exploração de mão de obra infantil na Ásia e que todos ficamos chocados. Vale lembrar que no Brasil o trabalho para menores de 16 anos é proibido por lei, salvo na condição de aprendiz a partir dos 14 anos (ou seja, com regulamentação, carga horária reduzida, e garantia de seu desenvolvimento educacional). A partir de 16 anos um adolescente já pode exercer atividade profissional desde que não seja insalubre, sabe aqueles carregadores do mercado municipal que começa a trabalhar ainda na madrugada, também não pode.

A quem diga que é melhor estar trabalhando do que na rua ou se envolvendo em confusão. Equivoco, claro que não dá para ficar de bobeira na rua, mas o melhor é estar na escola, em período integral, em atividades de contra-turno, de lazer, cultura ou de esportes. Sobre isso, veja o emocionante vídeo do Wellington Nogueira, fundador do Doutores da Alegria.

O combate ao trabalho infantil no Brasil enfrenta barreiras culturais, quem nunca ouviu a frase “trabalhei desde criança e não morri?”. Meus pais trabalharam na lavoura desde muito pequenos,  o resultado? Meu pai estudou somente até a 7º série, e minha mãe com muito custo terminou o primário, conseguindo completar o ensino médio somente depois dos 30 e dos 4 filhos, muitas portas se abriram depois disso, contei aqui.

Viu como o assunto é da nossa conta? Precisamos falar, fazer a nossa parte e cobrar politicas públicas que atendam essas crianças e jovens. Você conhece os projetos da sua cidade em relação ao tema?

Há muito o que conversar, eu mesma farei outros posts. E até o dia 19/10, tem mais pessoas participando desta grande conversa colaborativa que faz parte da campanha É da nossa conta! Trabalho Infantil e Adolescente, participe você também!

Nota: a imagem que ilustra o post faz parte de uma das 7 mobilizações que estão acontecendo pelo Brasil, com o apoio da Viração Educomunicação. 

 

 

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6 comentários sobre “Vamos falar de trabalho infantil? Afinal, é da nossa conta!

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