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Antes de comprar, responda as 6 perguntas do consumo consciente

Por muitos anos dei aulas de informática, e sempre alguém me pedia dicas de que computador comprar, eu sempre respondia com a pergunta: Mas você vai usar o computador para o que? 

Muitas vezes as pessoas não fazem esta reflexão, qual será o uso que fará daquele produto que deseja. No caso do computador, sempre acontecia de se sentirem tentados a comprar aquele que todos falavam que era o melhor, com configuração para aqueles games que exigem um montão do hardware, mas qual seria o uso da pessoa? Navegar na Internet.

Veja bem, não estou dizendo que você não tem no direito de comprar o melhor, mas pense: vale a pena se endividar por meses por algo que você não usará neste momento?

E se muitas vezes cedemos ao impulso consumista e não verificamos antes a real necessidade daquele produto, imagine quantas vezes esquecemos de avaliar o impacto deste para o meio ambiente?

Já falei aqui no blog, acredito que o maior problema não é o consumo, e sim o consumismo.  Por isso, no Dia do Consumidor comemorado mundialmente no dia 15 de março, uma ação bem legal do Instituto Akatu, nos convida a conhecerem mais sobre como consumir conscientemente.

O ato de consumo consciente começa com uma análise prévia da necessidade: é realmente preciso comprar ou trocar? Decidido que sim, o consumidor se informa sobre os impactos individuais, sociais, econômicos e ambientais do produto que deseja. Depois decide sobre qual o local ou serviço que usará para comprar e escolhe o fabricante de acordo com a sua responsabilidade socioambiental na produção. Por fim, faz um uso otimizado do produto para ele ter uma vida útil mais longa e gastar menos recursos (como energia e água), e define uma forma de descarte adequada. Só assim – tomando decisões conscientes em cada uma dessas fases, o consumidor poderá comparar e escolher a melhor opção.

Parece complicado? Mas com as 6 perguntas do consumo consciente, fica mais fácil! Veja só:

1. Por que comprar?

Pergunte-se, antes da compra, se você realmente precisa do produto ou se está sendo estimulado por propagandas ou impulso do momento, que podem levá-lo a comprar mais do que necessita ou pode comprar. É importante lembrar os limites planetários e o que realmente é importante na vida de cada um. Isso muitas vezes vai significar “ter” algo não material no lugar do material, como dedicar mais tempo a atividades com a família e os amigos.

2. O que comprar?

É neste momento que definimos qual produto queremos comprar, ao analisar o que as opções disponíveis oferecem e escolhendo as características que realmente atendem às nossas necessidades. Atributos demais que nunca serão usados são puro desperdício. Busca-se definir também a qualidade e durabilidade do produto, suas características de segurança no uso e outros critérios que permitam selecionar sua escolha.

3. Como comprar?

Devo comprar à vista ou a prazo? Conseguirei manter as prestações pagas em dia? Vou comprar perto ou longe de casa? Como vou buscar e levar minhas compras? De carro, ônibus, bicicleta, a pé? Em sacolas plásticas, sacolas duráveis, caixas de papelão? Fazer compras de bicicletas no final de semana com a família pode ser divertido e uma ótima experiência para todos.

4. De quem comprar?

Ao escolher a empresa fabricante do produto a ser comprado, é importante considerar as características de produção, o cuidado no uso dos recursos naturais, o tratamento e a valorização dos funcionários, o cuidado com a comunidade e a contribuição para a economia local. Assim, o consumidor pode reconhecer com suas escolhas as empresas que melhor cuidam da sociedade e do planeta, além de atender às características definidas na etapa “o que comprar?”.

5. Como usar?

É essencial encontrarmos formas de usar de maneira consciente os produtos e serviços adquiridos de modo a evitar a troca sucessiva de itens sempre que algo novo surge no mercado ou entra na moda. Alguns exemplos: ser cuidadoso no uso, usar os produtos até o final da sua vida útil, consertá-los se quebrarem antes de pensar em comprar um novo, desligar aparelhos eletrônicos quando não estão em uso e usar apenas a água necessária nas diversas atividades domésticas.

6. Como descartar?

É o momento de se perguntar se o que se quer descartar não tem mais nenhuma utilidade, seja para você ou para outras pessoas. Caixas e embalagens podem se transformar em brinquedos para as crianças, e roupas antigas com nova costura, móveis reformados e eletrodomésticos consertados podem ser doados ou trocados. Quando realmente não houver novos usos para o produto, deve-se descartar os resíduos de maneira correta, buscando enviar o que for possível para a reciclagem. E sempre lembrar que não existe “jogar fora”: o “fora” é o nosso planeta, onde todos vivemos.

Quer saber mais? Acompanhe as dicas no Twitter seguindo as hashtags #DiaDoConsumidor e #6PerguntasConsumoConsciente. A plataforma #VivaPositivamente da qual este blog faz parte, apoia o conceito de consumo consciente, e lá no site tem ótimas dicas de como reutilizar materiais, ou dar novos usos criativos, fica a dica!

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